O que é storytelling: livro aberto e iluminado

O que é storytelling? Curso online explica na prática

  • O que é storytelling? Para ler a definição pura e simples, pule para o subtítulo com esse mesmo nome, mais para baixo.

Duas crianças fofas surgem para contar a história de uma princesa que pousou com sua nave no planeta Terra e machucou o joelho. É assim que começa o primeiro vídeo do capítulo sobre o que é storytelling, no curso online de Comunicação do Veduca.

O curso, ministrado pelo CEO da Lume Consultoria e especialista em Comunicação com foco em carreira Luciano Oliva, trata de uma série de assuntos densos.

Nos primeiros capítulos do curso, Oliva aborda conceitos fundamentais do estudo da Comunicação, como emissor, receptor e mensagem, traz um contexto sobre a importância de se comunicar bem no trabalho e descreve teorias da Comunicação Organizacional, entre outros tópicos.

Então, por que na hora de falar sobre o que é storytelling, ele parte para esse momento lúdico, de contos de princesa? Bem, porque mesmo os cases mais complexos do mundo corporativo dificilmente exemplificam tão bem o storytelling quanto as histórias infantis!

Castelos e monstros são nossos primeiros contatos com o que é storytelling

Desde muito pequenas, quando ouvem as narrativas contadas por outras pessoas ou criam as suas próprias, as crianças estão consolidando em sua cabeça um jeito de entender o mundo.

“É por meio das histórias que a gente desenvolve o imaginário, as capacidades cognitivas, as lições morais e éticas, entre tantas outras coisas”, explica Luciano Oliva.

Esse gosto por enredos continua nos fascinando quando crescemos, é claro. Nossa necessidade de mergulhar em livros, filmes, séries, novelas, espetáculos ou mesmo em conversas com o vizinho vem, em boa medida, dessa paixão por saber o que vai acontecer com aquele personagem que estamos acompanhado.

É aí que entra o storytelling.

O que é storytelling, afinal?

Storytelling é a habilidade de transmitir conteúdos usando como pano de fundo a lógica de contar uma história.

Essa definição, oferecida pelo apresentador do curso de Comunicação do Veduca, Luciano Oliva, não é a única possível, evidentemente.

Existe uma ampla gama de livros sobre o tema à disposição no mercado e, em cada um deles, há uma forma diferente de expressar o que é storytelling.

Porém, todos os conceitos se encontram no ponto de que o storytelling, como define Oliva, é uma habilidade ligada ao ato de contar histórias.

O próprio nome em inglês aponta para isso. “Storytelling” vem da junção de “Story” (história) e “telling” (“contação” ou a atitude de contar). Portanto, sim, o nome dessa habilidade não poderia ser mais explícito.

O que não é tão óbvio assim é perceber como o storytelling está presente em tantas formas de comunicação a que temos acesso.

Tampouco é tão fácil usar a “contação” de histórias de maneira eficiente na vida profissional, por exemplo.

Mas, calma, que o Oliva fala um pouco sobre esses temas na continuação do seu vídeo sobre o que é storytelling.

Como o storytelling está presente em nossas vidas

Logo depois de explicar o que é storytelling, o apresentador do curso do Veduca comenta que essa habilidade está inserida em muitos momentos da nossa rotina. Tanto que ela pode se transformar em uma técnica.

“O storytelling, como técnica de Comunicação, consiste em transmitir informações por meio de histórias que geram identificação imediata entre quem conta e quem está ouvindo”, ele diz.

Para aprofundar esse aspecto da conversa, surge no vídeo a fala de uma especialista em criação, a diretora da Inova 360o, Martha Terenzzo.

“Todo ser humano é criativo, mas a gente se esquece um pouco disso. Há um momento da escolaridade em que a gente deixa o lápis de cor e aquele ‘momento desenho’, para entrar no mundo dos fatos e dados. Hoje (depois de adultos), nós podemos voltar para esse momento e trazer o fato, mas com um pouco mais de imaginário, um pouco mais de abstração”, ela afirma.

Terenzzo oferece, em seguida, alguns exemplos interessantes de como se usa o storytelling na comunicação.

“Em vez de falar sobre três milhões de pessoas, use um personagem. Coloque uma pessoa, dê um nome para ele, personifique essa pessoa. ‘Esse é o Roberto’, por exemplo. Dê vida para um desses três milhões”, ela conta.

A diretora da Inova 360o lembra que foi isso que aconteceu, por exemplo, quando fotojornalistas registraram imagens do menino Aylan Kurdi, de três anos, que morreu afogado em uma praia da Turquia, em 2015, depois do naufrágio do barco onde estava sua família.

Eles tentavam escapar da guerra na Síria e construir uma vida nova na Europa, mas o plano se desfez de forma terrivelmente trágica. A história do garoto e de sua família rodou o mundo e chamou atenção para o horror da guerra síria e o desespero dos refugiados.

“Na hora em que aquela situação ganha o nome de alguém, fica completamente diferente. Aquele é o Aylan. Não são mais três milhões de refugiados sírios que estão fugindo”, ela aponta.

Storytelling na vida profissional

O que é storytelling: homem apresenta conteúdo projetado em uma tela
Apresentação de conteúdo em uma reunião corporativa: histórias podem tornar um projeto ou um produto mais interessantes

O caso do garoto Aylan trouxe um exemplo forte de que conhecer a história de uma pessoa com quem conseguimos nos identificar ajuda a mudar percepções e criar conexões.

Mesmo quando a opinião pública já parecia acostumada às notícias lamentáveis do conflito sírio, ouvir uma história específica, em toda sua tragédia, fez muita gente despertar para a profundidade dos impactos da guerra sobre as famílias que vivem naquele país.

Porém, o storytelling não depende necessariamente de um caso tão extremo para ser bem aplicado. É possível aproveitar, em vários outros cenários, a ideia de individualizar um relato para torná-lo mais potente.

Por exemplo, em um anúncio corporativo ou na apresentação de uma novidade da empresa, o storytelling pode cair bem.

Como exemplo disso, Luciano Oliva introduz dois vídeos em que uma narradora lê uma notícia fictícia.

No primeiro, ela informa sobre a criação de um serviço: a verificação do histórico de dívidas de um cidadão por meio de consultas em agências dos Correios.

O texto apresenta informações importantes sobre essa novidade, mas não cativa muito o espectador.

Já na segunda leitura, a narradora conta a história de uma pessoa que usou o serviço para facilitar a venda do seu carro e explica como aquele indivíduo, o João, se beneficiou da inovação criada pelos Correios.

Essa versão capta nossa atenção e nos faz entender como aquele serviço pode ser útil para nós mesmos.

A mensagem dessa parte do vídeo é que a promoção de produtos e serviços – ou mesmo de projetos relativamente pequenos –  também alcança um patamar mais elevado de apelo quando se baseia na história de uma pessoa que exemplifica o caso de outras.

E qual é o caminho para aplicar o storytelling?

Depois de explicar o que é storytelling e dar exemplos da presença dessa técnica ou habilidade no cotidiano de todos nós, Luciano Oliva passa a destrinchar sua aplicação.

Quando você quiser usar o storytelling no trabalho, pode pensar em três aspectos:

1)     Escolha personagens interessantes – podem ser reais ou fictícios

“É por meio deles que as pessoas conseguem identificar mais facilmente quais são os pensamentos, as intenções e os sentimentos apresentados – e que podem servir como peça-chave para a resolução dos seus próprios problemas. Sabe aquela coisa de se ver no lugar do outro? É isso” explica Oliva.

2)    Comece a história com uma questão instigante

“A história precisa apontar para um dilema difícil de solucionar logo de cara”, explica o CEO da Lume Consultoria.

Outra possibilidade, segundo ele, é começar a narrativa antecipando o fim da história. Por exemplo: “Hoje eu vou contar como Davi derrotou Golias”.

“Isso já vai trazer uma curiosidade e vai permitir que você siga um caminho mais direto pelo arco da história, do início à cena final”, explica Oliva.

3)    Leve a audiência de cena a cena

Esse também é ponto importante para melhorar suas histórias, depois que você entendeu o que é storytelling e planejou como usar essa técnica em uma situação específica.

“A cada cena, leve as pessoas a sentir e concluir o que está acontecendo. Conte histórias que evidenciem um fato. Não adianta somente dizer que um fato aconteceu”, aponta o apresentador.

Na conclusão do vídeo, Luciano Oliva dá uma sugestão para estimular quem está explorando esse “território dos relatos”: treine!

“Embora contar histórias seja natural a todos nós, fazer isso é uma arte a ser aprendida e praticada. Por isso, não desista nas primeiras tentativas. Mãos à obra!”, ele diz.

O curso online de Comunicação do Veduca é constituído por cerca de uma hora de vídeos e conta com material complementar em texto. Além disso, o aluno tem acesso a testes que ajudam a fixar o conteúdo aprendido e, se passar na prova final, recebe um certificado virtual.

Saiba mais sobre o que é storytelling

  • A Época Negócios publicou um vídeo sobre storytelling na GE, em 2011. Ele continua interessante. Quer tirar a prova? Veja o vídeo abaixo.

  • O vídeo abaixo sobre storytelling também é ótimo! Infelizmente, não conseguimos encontrar a tradução para português, mas se você consegue encarar um vídeo em inglês sem legendas, vale a pena assistir.

  • A diretora da Inova 360o, Martha Terenzzo, que mencionamos aqui neste post, publicou este outro post interessante, no LinkedIn, a respeito do que ela “aprendeu sobre storytelling e conteúdo de marca com a China”. É uma boa leitura!
  • Além de storytelling, o curso online Comunicação do Veduca apresenta conteúdos sobre outros conceitos importantes da Comunicação, como as expressões não-verbais. Saiba mais neste post do Blog do Veduca.

Créditos das fotos

Foto da chamada (livro iluminado): Photo by Nong Vang no UnsplashVeja aqui a foto

Homem em uma apresentação: NeONBRAND no UnsplashVeja aqui a foto

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