Mullheres incríveis e inspiradoras: mulher faz gesto que simboliza poder

Mulheres incríveis: nossa série de histórias inspiradoras continua

Mulheres incríveis e inspiradoras são um grupo bem numeroso no Brasil. Todo mundo conhece várias delas. São aquelas pessoas que trabalham duro, se posicionam, inovam e fazem do país um lugar melhor.

Em homenagem a elas, o Veduca selecionou oito histórias para a série Mulheres Incríveis. Trata-se de uma celebração à força feminina, no mês em que o mundo comemora o Dia das Mulheres (08 de março).

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Se ainda não viu, não deixe de conferir o nosso primeiro post da série Mulheres Incríveis, que publicamos na semana passada. Trouxemos as histórias da líder indígena Sônia Guajajara, da engenheira e pesquisadora Juliana Martinelli, da historiadora e ativista pelos direitos de mulheres, dos negros e das pessoas LGBT+ Heliana Hemetério e da diretora de um centro de reeducação feminina Carmen Botelho. Todas elas se destacam por suas ideias, sua competência e seu pioneirismo.

Neste post, vamos contar um pouco mais sobre as nossas cinco outras homenageadas. Mas, calma lá, temos um pequeno esclarecimento matemático a fazer. Não eram oito histórias? Já foram quatro, e agora tem mais cinco homenageadas. Então, na verdade, não são nove?

Sim, são nove homenageadas, mas duas delas, a Camilla Lopes e a Melissa Gava, trabalham juntas por um mesmo ideal, tornar a mediação online mais acessível no Brasil. É por isso que consideramos a história delas como uma só. Logo, são oito histórias!

Independentemente dos números, porém, vale a pena ler, refletir e se alimentar da energia que essas mulheres compartilham, para seguir buscando uma sociedade mais justa, criativa e feliz.

Veja a seguir e diga se não concorda com a gente!

Mulheres incríveis para inspirar você a também fazer algo brilhante

Adriana Barbosa

“Essa caminhada não é só minha. É de todas as pessoas que ajudaram a construir os 16 anos de todas as ações da Feira Preta”.

Foi assim que Adriana Barbosa, fundadora de uma das mais importantes plataformas de valorização da cultura negra, definiu sua trajetória, quando foi nomeada uma das 100 pessoas negras em países fora da África e com menos de 40 anos de idade mais influentes do mundo.

A lista incluiu também os artistas brasileiros Taís Araújo e Lázaro Ramos, além de políticos, esportistas, empresários e pessoas de outras áreas de atuação, em mais de 20 países.

O reconhecimento é definido pela MIPAD (The Most Influential People of African Descent), uma organização que criou esse prêmio para apoiar a implementação da Década Internacional para Pessoas de Descendência Africana (iniciativa da ONU). A menção na lista levou Adriana a dar entrevistas e a participar de um jantar de gala com o ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Até chegar a esse ponto, porém, Adriana teve que trabalhar muito e com competência. Como ela conta nesta entrevista, concedida à revista Pequenas Empresas Grandes Negócios, ela veio de uma família em que os recursos materiais eram poucos, mas em que a criatividade e a necessidade tornaram as mulheres empreendedoras capazes de superar os desafios que se impunham.

Com essa mesma atitude, ela criou e desenvolveu o Instituto Feira Preta, que funciona como aceleradora e incubadora de negócios liderados por pessoas negras. A organização também articula e potencializa o “Black Money” (dinheiro controlado por pessoas negras), por meio de ações educativas e de comunicação.

Potência, aliás, é o que Adriana diz reconhecer em atitudes como a das baianas, mulheres negras que há séculos ganham a vida fazendo comércio por conta própria, em lugares públicos e oferecendo produtos que elas mesmas criam, como os doces e acarajés de seus tabuleiros. São comportamentos genuinamente empreendedores e inovadores, embora não tenham o mesmo reconhecimento e status que outras iniciativas têm na sociedade.

Um dos maiores legados que Adriana vem construindo é contribuir para que a enorme população de descendência africana direta no Brasil se enxergue com esse olhar. Para que negros ocupem, cada vez mais, seu lugar de destaque e direito, como indivíduos e coletividade com iniciativa, conquistas e talento gigantescos.

Como ela explica no vídeo abaixo do TEDx, tem “requinte, história, inteligência e estratégia” nas iniciativas que negras e negros brasileiros conseguem desenvolver, apesar das dificuldades, para sobreviver, prosperar e criar um futuro melhor para seus filhos e para o país.

A própria Feira Preta se tornou exemplo disso. O projeto surgiu por necessidade, depois que Adriana foi demitida e começou a organizar feiras de rua para obter alguma renda, como ela conta nesta ótima entrevista ao UOL.

Só que em anos de trabalho, o que era uma “feirinha” virou o maior evento do tipo na América Latina, com a presença de grandes e pequenas empresas, eventos culturais “bombados” e uma visibilidade enorme na imprensa.

A “caminhada” a que Adriana se referiu quando ganhou o prêmio está trazendo orgulho, amor, consciência e poder a uma parcela da população que historicamente sempre foi a mais prejudicada pelas injustiças da estrutura social brasileira.

Nos passos dela — e nos de outras mulheres incríveis que andam com ela — está a mais pura inspiração de como fazer acontecer o país que queremos.

Lilian Veltman

Lilian Veltman, é umas das principais defensoras de uma visão alternativa sobre como solucionar a questão da falta de moradias adequadas no país.

“O Brasil tem uma cultura de propriedade como política habitacional. Isso difere de muitos países e não foi uma postura que nos ajudou a resolver o problema da qualidade da moradia”, diz Lilian.

Ela é diretora-executiva da Alpop, startup que facilita o aluguel de imóveis por e para famílias de baixa renda. Lilian também já ocupou postos-chave em órgãos públicos de habitação na capital paulista e em outras cidades do estado. A executiva explica que o aluguel e outras formas de uso das propriedades urbanas poderiam complementar perfeitamente as iniciativas de moradia popular desenvolvidas até hoje no Brasil, como o programa Minha Casa Minha Vida.

Com isso, seria possível acelerar e trazer escala para a oferta de lugares dignos para as famílias que buscam um teto para chamar de seu.

Alguns dados chamam atenção, na discussão sobre esse tema. Segundo dados que  Veltman apresenta em suas entrevistas e palestras, 18% das pessoas moram de aluguel no Brasil, enquanto na Alemanha essa porcentagem ultrapassa os 80%. O déficit habitacional, ou seja, a lacuna de moradias que precisam ser construídas para os brasileiros viverem em condições minimamente confortáveis, é de 7 milhões.

Existe, portanto, uma enorme demanda por mais moradias e uma baixa adesão ao aluguel. Em parte, isso é resultado de políticas públicas de moradia que colocaram o Estado como proprietário e “vendedor” ou fornecedor de imóveis às famílias que precisam de um lar.

Como o Estado não dá conta de fornecer esses imóveis a todo mundo que precisa, sobra gente em busca de um espaço para viver.

Iniciativas envolvendo o setor privado também se desenvolveram. A maioria dessas iniciativas porém, acabam seguindo a lógica predominante, de foco na propriedade e de longos financiamentos de imóveis.

Além disso, grande parte da oferta de moradias para a baixa renda, especialmente em grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, se deu em regiões muito afastadas dos centros. Nesse modelo, a população mais pobre precisa perder mais tempo e dinheiro em deslocamentos para ter acesso às áreas com maior oferta de emprego, educação, infraestrutura, opções de lazer e outras oportunidades.

O que Lilian propõe é que o país explore melhor as opções de moradia baseadas em aluguel e na liberdade de escolha do cidadão quanto à área onde quer morar em diferentes fases da vida.

Isso significa deixar de concentrar todos os recursos em construir conjuntos habitacionais nas periferias, que vão levar as famílias a passar a vida toda pagando para morar naquele mesmo lugar.

Como alternativa, parte da demanda pode ser resolvida por meio de políticas que facilitem que as pessoas de baixa renda possam pagar pelo aluguel de residências mais próximas de suas áreas de interesse (trabalho, estudo).

Além promover o debate sobre novos modelos de moradia para baixa renda, Lilian Veltman lidera uma empresa que é um misto de imobiliária e seguradora. A Alpop usa seu site para conectar locadores e inquilinos de baixa renda, como definiu o jornal Valor Econômico, nesta reportagem sobre a Alpop.

Lilian tem ajudado a fazer avançar soluções para um dos problemas mais graves do Brasil. O pioneirismo e capacidade analítica fazem dela uma das mulheres inspiradoras que o Veduca escolheu homenagear.

Veja a seguir uma entrevista superinteressante que Lilian concedeu à Band Campinas.

Rosa Helena Schorling Albuquerque

Mulheres incríveis inspiram outras pessoas a criar asas, mas no caso da capixaba Rosa Helena Schorling Albuquerque, ela fez história ao voar por conta própria.

Ela foi a primeira mulher paraquedista do Brasil. Com mais de 130 saltos no currículo, abriu caminhos desde cedo. Já aos 17 anos, aprendeu a pilotar aviões. Com 21 anos, pouca instrução e sem paraquedas reserva, fez seu primeiro salto, em uma praia no Rio de Janeiro, como relembra esta deliciosa reportagem da Folha de S. Paulo.

Seguiu na ativa até os 77 anos. Rosita, como era conhecida, não se deixava abater pelos riscos inerentes à atividade que escolheu e nem se detinha por causa do preconceito.

“No ar, eu me sinto livre como não me sinto em nenhum outro lugar”, ela dizia, segundo registra uma biografia sobre Rosita lançada em 2012, pelo jornalista Fabricio Fernandes.

Rosa Helena Schorling Albuquerque morreu aos 98 anos, em 2017. Hoje, quem precisa partir ou chegar por via aérea da capital de seu estado, Vitória, é constantemente lembrado de seu pioneirismo. Ela dá nome à avenida onde se localiza o aeroporto da cidade.

Camilla Lopes e Melissa Gava

Essas duas mulheres inspiradoras também abriram caminhos, assim como Rosa Helena Schorling Albuquerque. Camilla Lopes e Melissa Gava trabalham para revolucionar a forma como pessoas e empresas resolvem conflitos.

As empreendedoras criaram a Mediação Online (MOL), um serviço web que permite a resolução de conflitos sem a necessidade de as partes envolvidas entrarem na Justiça.

Desde o envio do caso até a homologação do acordo, tudo é feito pela internet, de acordo com a disponibilidade dos participantes, com o auxílio de mediadores profissionais.

Uma das vantagens de se evitar a judicialização dos conflitos é o ritmo mais acelerado de resolução. Na Mediação Online, casos que levariam anos para a conclusão na Justiça costumam ser resolvidos em uma ou algumas sessões.

Outro ponto positivo é que o custo do serviço prestado pelo site costuma ser bem mais baixo do que o de um processo judicial.

Uma das companhias que já se beneficiaram do site é o Itaú Unibanco, que usou os serviços da MOL para solucionar conflitos com empresas e pessoas que deviam ao banco.

No total, 243 acordos foram fechados, o que resultou na desjudicialização de 612 processos que tramitavam na Justiça. Além disso, 360 casos nem chegaram a se tornar processo porque as partes se entenderam durante a mediação.

O caso rendeu às fundadoras do MOL o prêmio Conciliar É Legal, concedido pelo Conselho Nacional de Justiça pela primeira vez a uma startup. Elas foram reconhecidas na categoria Mediação e Conciliação Extrajudicial, que abrange iniciativas e profissionais que estimulam métodos alternativos de resolução de conflitos.

E esse não foi o único o único reconhecimento ao trabalho de Camilla Lopes e Melissa Gava. Em 2017, elas foram selecionadas para o programa de aceleração da 500 Startups, uma das aceleradoras mais importantes do Vale do Silício, centro global de tecnologia, nos Estados Unidos.

Como mostra esta reportagem de Mariana Desidério, na Exame.com, além dos casos que o MOL já resoveu, a empresa aponta para um potencial gigantesco de melhoria dos processos de resolução de conflitos no Brasil, por meio da mediação.

No país, existem cerca de 80 milhões de processos abertos na Justiça, sendo que 40% deles poderiam ser resolvidos por meio da mediação, segundo Melissa Gava. “A resolução desses casos por métodos alternativos como a mediação e a negociação poderia render uma economia de 63 bilhões de reais aos cofres públicos”, diz Melissa.

Camilla Lopes e Melissa Gava ampliam a representatividade feminina na área de tecnologia, ainda majoritariamente dominada por homens. Nesta outra reportagem, Melissa Gava relatou alguns dos principais desafios enfrentados por mulheres no setor.

Saiba mais sobre mulheres incríveis

  • Professoras são mulheres inspiradoras por excelência. Um dos cursos mais populares do Veduca, o de Gestão de Projetos, é coministrado por uma mulher, a doutora em Engenharia de Produção Marly Monteiro de Carvalho. Neste post do Blog do Veduca, você pode saber um pouco mais sobre o currículo dela e sobre o curso que ela leciona.

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Créditos das fotos

Foto da chamada (mulher faz sinal demonstrando força): foto de Brooke Lark no UnsplashVeja a foto aqui

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Comentários

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