Os melhores investimentos: gato da riqueza

Melhores investimentos em tempos de reforma da Previdência

A reforma da Previdência tem potencial para transformar significativamente o cenário econômico e social do país e, por consequência, tem influenciado a percepção dos analistas financeiros sobre quais são os melhores investimentos para os próximos meses.

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Quem afirma isso é a consultora em investimentos Sandra Blanco, da Órama, empresa com sede no Rio de Janeiro e especializada em orientações sobre aplicações financeiras para pessoas físicas.

Blanco tem mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro e já trabalhou como conselheira e tesoureira da BPW Rio.

Ela também tem Mestrado em Economia e MBA em Finanças, ambos pelo IBMEC, e é autora de livros voltados ao público feminino sobre investimentos, como “Mulher inteligente valoriza o dinheiro, pensa no futuro e investe” e “Bolsa para mulheres”.

Fim da crise pode rearrumar a lista de melhores investimentos

No post anterior do Blog do Veduca, a especialista mostrou como a reforma da Previdência deve modificar o cenário macroeconômico nacional no curto e no médio prazo.

Em poucas palavras, ela disse o seguinte: caso aprovada, a reforma tende a intensificar o clima de otimismo relativo que já predomina entre empresas e investidores.

Para Blanco, os fundamentos da economia estão em um momento positivo: a inflação encontra-se sob controle (IPCA de 3,75% em 2018), os juros básicos estacionaram no nível mais baixo desde o início da série histórica (Selic em 6,5% ao ano) e o principal índice de desempenho da Bolsa de Valores de São Paulo acaba de bater seu recorde (Ibovespa em torno dos 100 mil pontos).

Além disso, as companhias que sobreviveram à crise dos últimos quatro anos encontram-se mais enxutas e têm espaço para ampliar sua produção sem esbarrar em gargalos como endividamento excessivo.

O apetite para investir em expansão das atividades produtivas, portanto, deve ser maior do que no ano passado.

Com a aprovação de “alguma reforma da Previdência”, como define Sandra Blanco, esses indicadores tendem a permanecer estáveis ou mesmo a melhorar. No médio prazo, isso deve puxar o consumo para cima e impulsionar o PIB, na visão da analista.

Da economia real para o mundo dos investimentos, a influência será rápida. Na verdade, a especialista lembra que a perspectiva de crescimento turbinado pela reforma da Previdência já tem contribuído para o movimento de alta na Bolsa de Valores de São Paulo.

Também tem acelerado a busca por produtos financeiros um pouco mais ousados, capazes de oferecer ao pequeno investidor uma rentabilidade maior do que a das aplicações conservadoras.

No longo prazo, o cenário deve ficar diferente também para os trabalhadores jovens que estão poupando para a aposentadoria.

Sandra lembra que depender só do INSS para ter uma aposentadoria significativa tende a ficar ainda mais difícil, já que a idade em que o cidadão começará a receber o benefício deve aumentar. Nesse contexto, buscar investimentos que complementem a aposentadoria do INSS torna-se ainda mais importante.

Proposta de reforma também recebe críticas

É importante lembrar que a reforma da Previdência não é unanimidade entre os analistas. Uma parcela dos economistas e dos especialistas de outras áreas de estudo entende que as mudanças propostas no projeto apresentado pelo governo são injustas, por prejudicarem desproporcionalmente os cidadãos mais pobres.

Também vale dizer que, mesmo entre os economistas que são a favor da reforma nos moldes da proposta que o governo apresentou recentemente, vários têm dúvidas sobre a capacidade governista de fazer avançar no Congresso um projeto polêmico como esse.

Ainda assim, os especialistas que defendem a reforma da Previdência e que acreditam que alguma versão dela deve passar, a exemplo de Sandra Blanco, parecem ser maioria no mercado financeiro.

Sendo assim, vamos às sugestões da consultora da Órama para quem quer aproveitar o melhores investimentos em tempos de reforma da Previdência.

Os melhores investimentos no curto prazo

Melhores investimentos: Centro de São Paulo
Comércio em calçadão do Centro de São Paulo: para muitos analistas, a aprovação da reforma da Previdência, caso ocorra, trará mudanças significativas para a economia e as finanças pessoais.

Para os próximos meses de 2019, Sandra Blanco recomenda uma estratégia descolada dos produtos mais tradicionais, como poupança e títulos públicos atreladas aos juros básicos da economia, mesmo para os investidores de perfil conservador.

Ela aponta cinco fatores a se considerar.

1)   Poupança já está fraca – e vai perder espaço

“Poupança não, né?”. É essa a resposta da analista, quando questionada se, para algum tipo de investidor, a caderneta ainda poderia ser uma boa opção.

Segundo Blanco, a conta é simples: quando a taxa básica de juros encontra-se abaixo de 8,5% ao ano, a poupança rende 70% da Selic + Taxa Referencial (TR), uma taxa que acrescenta quase nada ao rendimento.

Com a Selic a 6,5% ao ano e em tendência de estabilidade, essa deve ser regra predominante ao longo de 2019. O ganho do investidor deve ficar, portanto em torno  dos 5% ou 6% ao ano sobre o que for aplicado.

Dado que meta oficial de inflação é de 4,5% ao ano, o ganho real tende a ficar em cerca de 1%, ou seja, o investidor corre o risco de ficar praticamente no “zero a zero”.

2)   Títulos públicos podem ser uma boa opção de baixo risco, mas escolha bem

Para o investidor avesso ao risco, a opção à poupança podem ser os Títulos do Tesouro, que há muitos anos já são apontados como uma alternativa melhor para quem quer rentabilizar um pouco mais seu investimento, mas não gosta de fortes emoções com o dinheiro.

Também no caso dos títulos, o patamar mais baixo do juros básicos tem uma influência considerável na escolha do melhor investimento. Títulos públicos atrelados à taxa Selic estão oferecendo menor atratividade.

Opções mais fortes podem ser os títulos prefixados ou os atrelados à inflação, porque, no caso desses últimos, trazem ganho real, ou seja, sempre rendem bem acima do IPCA.

3)   Já prestou atenção nos títulos de crédito privado?

Eles são menos conhecidos do que os títulos públicos, mas também são considerados como investimentos de baixo risco,

Além disso, muitas vezes oferecem rentabilidade acima de outras aplicações conservadoras e podem até ser isentos de imposto de renda. CDBs (Certificados de Depósito Bancário) e debêntures são alguns dos tipos mais conhecidos de títulos de crédito privado.

Para investidores que nunca aplicaram nesta categoria de produto financeiro, é recomendável fazer uma pesquisa em sites de confiança ou conversar com um consultor para entender como funcionam, mas a mensagem da Blanco é: não feche a porta para essa aplicação só porque ela é menos conhecida.

4)   Fundos imobiliários ganham tração

Sandra Blanco afirma que a demanda por fundos imobiliários tem crescido nos últimos meses e colocado esse tipo de aplicação na lista dos melhores investimentos para muita gente.

Fundos imobiliários são grupos de investidores que se reúnem para aplicar recursos em imóveis em construção ou já construídos.

O objetivo é viabilizar que os edifícios sejam erguidos e mantidos, em troca de uma parte do lucro obtido com a venda ou a locação desses empreendimentos. Em muitos casos, os fundos têm shopping centers ou torres de escritórios em sua carteira, por exemplo.  

O que tem atraído os investidores para esse tipo de aplicação são as taxas de retorno, que têm variado entre 0,6% e 0,8% ao mês, já descontada a taxa de administração do fundo. Só como termo de comparação, a poupança está rendendo cerca de 0,3% ao mês.

Além disso, os fundos imobiliários pagam rendimento mensal e são isentos de imposto de renda.

“São características que mesmo o investidor mais conservador valoriza”, resume Sandra Blanco.

5)   Ações ou fundos de ações podem ser um bom caminho

Entre os melhores investimentos para os próximos meses, Sandra inclui as ações e os fundos de ações. O impulso que a reforma da Previdência deve trazer, caso aprovada, será significativo, segundo Sandra.

A intensidade da animação do mercado financeiro, porém, dependerá do grau de redução de gastos que as mudanças nas aposentadorias serão capazes de trazer para o governo.

“Quanto mais robusta for a reforma da Previdência, ou seja, quanto mais rígidas forem as medidas para o governo economizar, mais as ações tenderão a se valorizar”,  afirma Blanco.

Por enquanto, a expectativa dos analistas é de que a reforma apresentada pelo governo seja aprovada no Congresso sem mudanças em pontos cruciais, como a elevação do tempo de contribuição. A perspectiva é de boa rentabilidade para as ações, portanto.

Porém, investir nesse mercado exige informação sobre como ele funciona e sangue frio para resistir às oscilações de curto prazo.

Para quem tem medo de não estar preparado, a solução pode estar nos fundos de ações, em que um gestor faz o trabalho de construir e administrar uma carteira rentável.

Obviamente, ele cobra uma taxa por esse trabalho, mas em tempos otimistas para a Bolsa, a rentabilidade pode ser bem satisfatória, na opinião da consultora da Órama.  

Saiba mais sobre os melhores investimentos em tempos de reforma da Previdência

  • No próximo post do Blog do Veduca, vamos compartilhar as sugestões de Sandra Blanco para os investimentos de longo prazo, aqueles destinados a garantir a renda do investidor na aposentadoria. Não perca!

  • Este vídeo abaixo, da TV Folha, explica como usar aplicativos no celular para escolher o melhor investimento para o seu perfil.

  • Além de selecionar o melhor investimento, um passo importante para você tirar o máximo proveito das suas aplicações é aprender como funcionam os produtos financeiros mais conhecidos. O curso online de Finanças Pessoais e Ações disponível no Veduca ajuda você a entender esse mundo. Que tal conferir?

Créditos das fotos

  • Centro de São Paulo: (WT-shared) Edsonaoki em wts wikivoyageVeja a foto aqui

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