Inovação nas empresas: prédio de escritórios

Inovação nas empresas: conheça os princípios da criatividade

Inovação nas empresas depende tanto de transpiração quanto de inspiração.

É essa a conclusão a que nós, do Blog do Veduca, chegamos, ao assistir às lições sobre o tema no curso online de Gestão da Inovação, disponível no Veduca.

Sempre profundo, o curso apresenta um percurso teórico completo a respeito de como companhias e líderes podem estimular suas equipes a inovar.

Um dos pontos mais importantes desse percurso é o módulo a respeito dos princípios da criatividade.

É nesse ponto que o professor Mario Sergio Salerno explica quais são as condições necessárias para que uma organização desenvolva produtos, serviços e processos de fato inovadores.

Entender esse trecho do curso é fundamental para todo o processo de aprendizagem sobre Gestão da Inovação porque são essas condições que vão permitir que a criatividade dos profissionais se expresse.

De nada adianta ter mentes brilhantes trabalhando pela empresa, se o ambiente corporativo trava o avanço das novas ideias.

Vamos ver a seguir um resumo do que Salerno explica sobre os princípios da criatividade. Antes, porém, confira abaixo algumas informações a respeito do curso online do Veduca.

Afinal, antes de falarmos sobre inovação nas empresas, é bom saber por que o  professor é a pessoa certa para fazer uma análise de qualidade a respeito desse tema.

Quem é o professor Salerno?

Mario Sergio Salerno é professor titular do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).

Ele é graduado em Engenharia de Produção pela mesma universidade em que dá aula e tem mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Também é especializado em Inovação Tecnológica e Desenvolvimento (IDS) pela University of Sussex, na Inglaterra, e é doutor em Engenharia de Produção pela Poli-USP.

Ainda fez pós-doutorado no Laboratoire Techniques, Territoires et Sociétés da École Nationale des Ponts et Chaussées, na França.

Além da poderosa formação acadêmica, ele acumula uma vasta experiência como pesquisador e professor na área de Inovação.

O que o curso oferece

No curso do Veduca, Salerno apresenta 12 horas e 35 minutos de vídeos, com conteúdos ligados à Gestão da Inovação.

Ele passeia por definições conceituais básicas para o entendimento da matéria, discorre sobre as contingências do processo de inovação e avança para aspectos importantes da prática da inovação nas empresas.

Também explica detalhadamente as etapas de geração, seleção e organização de ideias e conclui o curso tratando de alguns tópicos especiais em Gestão da Inovação.

O aluno que conclui todas as aulas leva consigo a compreensão de conceitos como inovação incremental, inovação radical e gestão de incertezas.

Esses conhecimentos o ajudarão a refletir sobre seu papel no processo de desenvolvimento de novos produtos e sobre como estimular que a inovação nas empresas brasileiras seja ainda mais frequente.

Como em todos os cursos do site do Veduca, quem é aprovado no teste final do curso de Gestão da Inovação recebe, ainda, um certificado de conclusão.

Princípios fundamentais à inovação nas empresas

Passemos, então, a uma descrição resumida do que o professor Mario Sergio Salerno explica, no curso online, sobre os princípios da criatividade, fundamentais ao processo de inovação nas empresas.

O vídeo sobre esse tema faz parte do capítulo Geração de Ideias, que é a primeira etapa do processo de inovação nas empresas, justamente porque trata de condições para que essas ideias possam surgir.

Estamos falando, portanto, de um passo anterior à seleção, ao desenvolvimento e à entrega de produtos, ok?

O professor começa o vídeo explicando que a geração de ideias é um passo presente em praticamente todos os processos de inovação, mas que deve ser integrada aos demais passos.

Ele diz que ideias sobre como “fazer diferente” podem surgir de várias fontes, dentro das companhias, mas que se não houver uma estrutura capaz de levar essas ideia adiante, é como se essa força criativa nem existisse.

Da mesma forma, se “o elo frágil da cadeia de inovação”, como define o professor, for a geração de ideias, ou seja, se a empresa estiver sentindo falta da originalidade que inicia o processo, precisa colocar em prática processos, métodos e técnicas de apoio a essa criação.

Em poucas palavras, companhias inovadoras promovem “uma abordagem integrada da cadeia de inovação”, na definição de Salerno.

Outro ponto em comum entre as empresas onde nascem as novidades é que elas entendem o fato de a geração de ideias poder se dar de maneira sistemática.

Ou seja, é possível criar um método que estimule um fluxo relativamente estável de surgimento de novas propostas, sem depender, para isso, do estalo de uma mente privilegiada que acorda quando manda o destino.

É nesse sentido que dissemos, lá no começo do texto, que a inovação nas empresas depende também de transpiração, e não só de inspiração.

A genialidade tem um papel importante na história das criações, mas, nas companhias, a estrutura criada para estimular que ela se manifeste é fundamental.

Esclarecido esse ponto, o professor mergulha nas condições para inovação, propriamente ditas.

Inovação nas empresas depende de…

Segundo o professor Salerno, é possível definir alguns ingredientes para a receita que leva à inovação nas empresas. Veja a seguir quais são.

Criatividade

“A gente tem aquela imagem de que o (Isaac) Newton estava sentado embaixo da macieira, uma maçã caiu na cabeça dele e ele pensou na Teoria da Gravidade. Ok, para quem gosta de contos de fadas, tudo bem. Mas, pense que ele estudava isso há anos e que havia um conjunto de pessoas que estavam desenvolvendo a Física”, diz o professor.

Ele usa esse exemplo para ilustrar o fato de que a criatividade se beneficia de apoio e de estudo, especialmente em uma empresa. É muito importante ter gente criativa na equipe, é claro, mas não basta. Os líderes têm que fazer sua parte, oferecendo a estrutura necessária para a geração sistemática de ideias, como já foi dito.

Por exemplo, uma companhia pode investir recursos na criação de um grupo de funcionários ou em uma equipe mista, que reúna integrantes da organização e também alguns convidados de fora da empresa.

Aplicação de conhecimento

“O conhecimento explícito ou implícito, tácito ou codificado está no bojo da inovação”, diz o professor.

Cabe à empresa estimular que as pessoas com mais conhecimento em determinados assuntos contribuam para os processo de inovação, já que elas podem aportar informações e conceitos que gerarão as sementes das novidades esperadas.

Meios efetivos de conhecer requisitos (desejos) do consumidor

Inovação nas empresas: imagem de uma loja de produtos eletrônicos.
Loja de produtos eletrônicos na China: algumas empresas conseguem antecipar desejos que os consumidores ainda nem articularam, um fenômeno em que as empresas tecnológicas se destacam.

Salerno afirma que a abordagem de gestão focada na qualidade, que se espalhou pelas empresas de todo o mundo, condiciona os profissionais a aderirem à ideia de que precisam ter como ponto de partida as necessidades do consumidor.

No entanto, o consumidor frequentemente não consegue articular claramente suas necessidades ou mesmo perceber o potencial de uso de um produto inovador.

“Isso acontece muito frequentemente com tecnologias disruptivas”, ele diz.

Para os profissionais que querem promover a inovação nas empresas, essa lacuna traz o imperativo de ir além das pesquisas de mercado tradicionais, baseadas em perguntas diretas ao consumidor, como os grupos focais ou os questionários.

Colocado de outra forma, não basta perguntar ao consumidor o que ele quer, porque às vezes os produtos mais desejados nascem com base em um desejo que o consumidor sequer havia formulado.

Entre as técnicas que podem ajudar a complementar as questões diretas estão a observação do consumidor no momento de uso do produto ou os questionamentos indiretos.

“O pessoal de Marketing pode ajudar a resolver o uso dessas técnicas, mas quem está montando o sistema de inovação precisa ter clareza dos limites de cada uma”, diz o professor.

Ele também ressalta que, para os produtos mais disruptivos uma técnica para captar os desejos pouco explorados dos consumidores como um todo é focar nos “early adopters”, as pessoas que costumam ser as mais rápidas e intensas na adesão às novidades.

Captar suas impressões e ideias pode ser uma forma de entender o que a massa de consumidores deseja, mas ainda não articulou.

Proteção das ideias resultantes

Uma empresa precisa ter segurança de que poderá proteger seus produtos de cópias, quando a ideia frutificar e se transformar em uma invenção.

Por isso, é importante que os envolvidos no processo de inovação pensem, antes de o processo chegar ao fim, como conseguirão o apoio de uma boa equipe de advogados, contratados pela empresa ou terceirizados, para oficializar sua invenção sob a forma de uma patente.

Acesso aos domínios tecnológicos relativos aos trabalhos das pessoas

Como define Salerno, a inovação nas empresas muitas vezes nasce do conhecimento técnico de um funcionário.

Uma companhia que deseja ser criativa tem que dar a seus empregados condições de conhecer a fundo o tema com o qual eles trabalham. Muitas organizações já investem, por exemplo, em oferecer acesso a conferências, seminário e intercâmbios.

Iniciativas como essa aumentam o domínio técnico do especialista, mas também contribuem para que ele adquira os conhecimentos necessários à inovação.

“É preciso motivar a paixão das pessoas pelos temas em que elas estão focadas”, resume o professor.

Disponibilidade de tempo

“Nada é pior para a criatividade do que pressão de tempo”, afirma Salerno.

No ambiente corporativo, é comum que os prazos sejam muito apertados. Muitas empresas levam esse rigor para os processos de inovação, algo que joga contra o objetivo esperado.

Até porque, como explica o professor, o processo criativo tem um começo divergente. Surgem ideias e informações que parecem soltas, desencontradas, mas que vão se amarrando e formando um corpo coerente. Isso leva tempo.

Salerno lembra que também funciona assim a etapa da geração de ideias, a primeira de todo o ciclo de inovação na empresas, como já vimos.

“A pessoa pensa, repensa, fermenta protoideias, informações e alternativas. Ela pode, inclusive, se censurar, partir para análises prévias, enfim, tudo isso está dentro desse processo”, ele diz.

A trajetória tortuosa da criatividade pode não caber muito bem em relatórios mensais de resultados, mas tende a se pagar lá no fim do processo, quando a inovação surge.

Por isso, é preciso paciência e disponibilidade de tempo.

Diversidade e inovação corporativa

Pesquisas mostram que grupos heterogêneos, ou seja, formados por pessoas com origens e formas de pensar diferentes tendem a ter resultados melhores no processo de inovação do que grupos muito heterogêneos.

Nesse sentido, empresas podem montar grupos de geração de ideias formados por funcionários de perfis bastante variados.

Neste post do Blog do Veduca, mostramos alguns dos levantamentos recentes que apontam por que a diversidade nas empresas traz retornos positivos para os negócios.

Há, inclusive, pesquisas focadas em medir o impacto da presença de maior diversidade de orientação sexual e de gênero nas companhias. O resultado? As organizações mais diversas se saem melhor inclusive financeiramente.

Diversidade não é mais só uma questão de escolhas morais, mas de visão de negócios, de acordo com muitos pesquisadores, e isso vale para a inovação nas empresas.

Quer entender melhor as definições e as experiências do mundo LGBT+, até para poder trabalhar esse tema em sua empresa? Conheça o curso online LGBT+: Conceitos e Histórias do Veduca!

Estabilidade no ambiente de trabalho

Salerno explica que ambientes em que os funcionários não sabem se terão seu emprego, na semana seguinte, tendem a ser muito menos criativos do que aqueles em existe baixo índice de demissões.

Como ele explica, fazer das demissões uma política de Recursos Humanos para pressionar constantemente os funcionários por resultados é um fator contraproducente, no aspecto da inovação.

Aliás, há diversas empresas que criam políticas de RH para dar aos funcionários espaço, tempo e recursos para inovar, oferecendo, inclusive, a possibilidade de eles errarem, já que a inovação muitas vezes passa por um processo de erros e acertos.

Isso nos leva ao último ponto do conjunto de fatores necessários à inovação nas empresas.

Condições para a criatividade grupal

O professor faz referência, nesse ponto, a um estudo da professora Teresa Amabile, da Universidade de Harvard sobre como as companhias podem estimular a criatividade grupal.

No levantamento de Amabile, os fatores elencados como mais importantes foram:

– Escolher o grupo certo para cada desafio

– Dar autonomia para os times quanto ao que fazer frente ao desafio, mas não para escolher o desafio

– Focar em discussões sobre a definição da natureza dos problemas

– Desenvolver estratégias de negócios por meio de discussões com os próprios empregados, para gerar envolvimento

– Prover os recursos necessários à criatividade grupal (tempo, dinheiro, poder)

– Criar times com diversidade e gerar um ambiente de reconhecimento às contribuições

– Dar respostas rápidas aos processos criativos

– Garantir apoio da organização para equipes envolvidas em processo de inovação

Com essa lista, Salerno conclui o vídeo sobre os princípios da criatividade e deixa claro que essas condições são a base para inovação nas empresas.

Quando estão dadas, entram em campo as técnicas para estimular a criatividade – e há muitas delas!

Mas, esse é um tema para outras aulas!

Fique atento ao Blog do Veduca para ler mais posts sobre Gestão da Inovação!

Quer saber mais sobre princípios para inovação nas empresas?

  • A professora de Harvard Teresa Amabile, que Mario Sergio Salerno menciona em suas aulas sobre inovação, participou do vídeo abaixo (em inglês), disponível no canal The Brainwaves Video Anthology. Ela fala a respeito de criatividade e motivação a partir do exemplos de gênios da arte e da ciência. Vale a pena assistir!

  • Já o vídeo abaixo fala sobre inovação do ponto de vista de um brasileiro, Maximiliano Carlomagno. É parte do TEDxMauá. Dê uma olhada!

Créditos das fotos

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Comentários

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