EdTech: crianças estudando

EdTech: que espécie de empresa é essa?

Não fique assustado/a, mas neste exato momento, você se encontra nos domínios de uma EdTech!

O Veduca, que você está visitando agora, e pelo menos outras 363 companhias no Brasil encaixam-se nessa categoria de empresa, de nome pouco conhecido, mas conceito já popularizado.

EdTech, em poucas palavras, é uma startup que usa tecnologia a serviço da educação.

Estamos falando, portanto, de organizações que desenvolvem modelos de negócio inovadores e que se destinam a facilitar a aprendizagem por meio do uso de ferramentas tecnológicas.

Só para dar um exemplo, o Veduca faz parte dessa “espécie” porque se dedica a oferecer cursos online por meio de uma plataforma inteiramente digital (aqui está o aspecto das ferramentas tecnológicas) e focado no Desenvolvimento Humano, ou seja, com o objetivo de apoiar o aluno a fortalecer habilidades exigidas no século XXI, como liderança, comunicação, produtividade e outros (eis o aspecto da aprendizagem).

No entanto, empresas de perfis muito variados compartilham esse mesmo “chapéu”. Segundo um levantamento da Associação Brasileira de Startups (Abstartups) e do Centro de Inovação para a Educação Brasileira (Cieb), divulgado em 2018, as EdTechs do Brasil atuam em pelo menos cinco segmentos: educação básica (47% delas), cursos livres (19%), corporativo (8%), Ensino Superior (6%) e ensino de idiomas (4%). Sem contar que 14% das organizações dedicam-se a mais de um desses segmentos.

Essa mesma pesquisa, chamada Mapeamento EdTech 2018, trouxe uma série de informações interessantes a respeito desse ecossistema no Brasil. Confira a seguir algumas das conclusões do primeiro estudo sobre o setor e entenda por que as EdTechs são fundamentais para um país em que a educação precisa (desesperadamente) avançar.

O que é EdTech?

Como explica o mapeamento da Abstartups e do Cieb, o termo EdTech é um acrônimo das palavras Education (Educação) e Technology (Tecnologia).

“Apesar do conceito de startup de educação ser abrangente, é possível definir duas características que se destacam nessa categoria de empresa: 1) O uso de alguma forma da tecnologia, que significa a aplicação sistemática de conhecimento científico para tarefas práticas. 2) A tecnologia como facilitadora de processos de aprendizagem e aprimoramento dos sistemas educacionais, gerando efetividade e eficácia”, definem as organizações responsáveis pela publicação.

O vídeo abaixo, publicado no canal Educação Livre, no YouTube, explica um pouco mais sobre o conceito de EdTech.

Ah, e este post do professor de Inovação e Empreendedorismo do Insper Marcelo Nakagawa, no Estadão, ajuda a entender melhor o próprio conceito de startup, se você quiser se aprofundar nas definições sobre o tema.

Por que é importante saber o que é EdTech?

Em primeiro lugar, porque as EdTechs estão em expansão acelerada. Entender esse fenômeno é importante para compreender o cenário educacional brasileiro.

“Segundo o Sindata SEMESP, os cursos a distância cresceram 15% em 2016, em relação ao ano anterior, enquanto as graduações presenciais cresceram apenas 4%. Em 2009, eram 449 cursos de graduação na rede privada de ensino, enquanto em 2016 esse número chegou a 1.215 cursos”, aponta o Mapeamento EdTech 2018.

Nem todo curso a distância é oferecido por uma EdTech, mas muitos são. Além disso, o aumento da demanda mostra a utilidade que a tecnologia aplicada à aprendizagem pode ter em um país como o Brasil, com enormes carências educacionais e, ao mesmo tempo, com um gigantesco potencial de desenvolvimento do seu capital humano.

Uma segunda razão para conhecer as EdTechs é que qualquer pessoa pode se beneficiar dos serviços oferecidos pelo setor. A oferta de conteúdos e ferramentas já é variada a ponto de cobrir os interesses de grupos com as mais diversas experiências acadêmicas.

Das crianças e adultos que estão absorvendo conceitos básicos sobre as principais disciplinas a alunos/as de pós-Doutorado e pesquisadores/as, todos têm à disposição canais para apoiar seu envolvimento com os estudos.

Aliás, pesquisas indicam que a tecnologia pode reforçar a aprendizagem de conteúdos considerados complexos pela maioria das pessoas. O levantamento da Abstartups e do Cieb menciona dois estudos publicado em revistas científicas de prestígio global, que demonstraram os benefícios do uso da robótica na assimilação de Matemática, Ciência e Engenharia, por exemplo.

Mesmo no cenário do Ensino a Distância (EAD), a gama de estudantes que se beneficiam da tecnologia para seguir aprendendo já é muito mais ampla do que há uma ou duas décadas.

Cursos de pós-graduação, MBA a distância e especialização já estão disponíveis em boa parte dos melhores centros de pesquisa e ensino do mundo. Harvard, MIT e Oxford oferecem cursos livres com alguns de seus melhores professores a qualquer indivíduo munido de um computador com acesso à internet.

No Brasil, mestres da USP, UFRJ, Unicamp e de outras organizações apresentam cursos online sobre temas como Liderança, Gestão da Inovação e Medicina do Sono, para ficar em apenas alguns exemplos disponíveis no Veduca.

Na era das EdTechs, somos todos alunos permanentemente – e isso é ótimo!

Números sobre as EdTechs no Brasil

EdTech: mulher usando um computador.

1) Principais conclusões

Confira abaixo alguns dos números que a Abstartups e o Cieb destacaram no relatório sobre o perfil da EdTech brasileira em 2018.

  • 364 mapeadas no Brasil
  • 73% dos estados brasileiros têm no mínimo 3 EdTechs.
  • 43% das EdTechs estão sediadas no estado de São Paulo.
  • 47% atuam no segmento de Educação Básica (Ensino Fundamental e Ensino Médio).
  • 49% trabalham com soluções de Sistema Gerenciador de Conteúdo.

2) Produtos e serviços que as EdTechs oferecem

O Mapeamento EdTechs 2018 lista seis tipos de produtos ou serviços que as companhias do setor têm oferecido. Veja a seguir como as empresas dos dois principais mercados das EdTechs, o do Ensino Básico e o do Ensino Superior, se distribuem, de acordo com sua área principal de atuação.

a)   Sistema Gerenciador de Conteúdo

Plataformas que oferecem conteúdos ou espaço para distribuição de conteúdos de forma gratuita ou monetizada

Ensino Básico – 31%

Ensino Superior – 41,7%

b)      Sistema Gerenciador Educacional

Serviços de apoio à gestão de processos e atividades de uma instituição de ensino

Ensino Básico – 27%

Ensino Superior – 29,1%

c)    Sistema Gerenciador de Aprendizado

Plataformas que permitem aos alunos aprender com mais eficiência

Ensino Básico – 19%

Ensino Superior – 12,5%

d)   Jogos Educativos

Plataformas, sistemas ou aplicativos que auxiliam na aprendizagem por meio de gamificação

Ensino Básico – 18%

Ensino Superior – Não há

e)   Plataformas adaptativas

Orientação e auxílio para o desenvolvimento de habilidades sociais ou técnicas por meio de tecnologias e ferramentas digitais, para personalizar o processo de ensino

Ensino Básico – 3%

Ensino Superior – 16,7%

f)    Sistemas de Informação Estudantil (SIS)

Utilização de dados e informações para realização de processos internos, administrativos e operacionais

Ensino Básico – 2%

Ensino Superior – Não há

3) Especialidades em que as EdTechs têm focado seus esforços

  • Produção de Conteúdo – 61,6%
  • Coleta de Dados e Processos – 18,95%
  • Monitoramento e Gerenciamento de Informações – 4,94%
  • Distribuição e Venda de Conteúdo – 4,67%
  • Realidade Virtual e Aumentada – 1,92%
  • Coaching e Planejamento de Carreira – 1,64%
  • Ferramentas de Comunicação e Interação – 1,37%
  • Análise e Relatórios – 1,37%
  • Hardware e Dispositivos – 0,82%
  • Preparação didática e planejamento de aulas – 0,82%
  • Simulados e Avaliações – 0,82%
  • Desenvolvimento de habilidades práticas – 0,54%
  • Ensino Adaptativo – 0,54%

Quer saber mais sobre o perfil da EdTech brasileira?

  • Fique ligado/a no próximo post do Blog do Veduca. Vamos trazer uma entrevista com Leo Gmeiner, membro do Comitê de Edtechs da Associação Brasileira de Startups (Abstartups).

  • No vídeo abaixo, do canal Inoveduc, uma das apresentadoras do programa Shark Tank Brasil e investidora-anjo, Camila Farani, fala sobre o potencial de investimento no mercado brasileiro de EdTechs.

Créditos das fotos

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