Como dar feedback: palavra

Como dar feedback: curso online une teoria e exemplos

Para um profissional que quer aprender como dar feedback de maneira produtiva, ver exemplos do uso dessa ferramenta pode ser tão importante quanto conhecer as definições sobre o tema.

Por isso, o curso online de Feedback que o Veduca acaba de lançar capricha nas demonstrações de como dar feedback, por meio de cenas em que atores demonstram diferentes tipos de diálogo, e no compartilhamento de experiências, a partir dos depoimentos de  pessoas com perfis diversos e vasta experiência de mercado.

Dessa forma, o aluno que se inscreve no curso pode contar tanto com a teoria necessária à compreensão do papel do feedback no desenvolvimento profissional quanto com a prática, que o ajuda a fixar o conteúdo e a refletir sobre como aplicar aquilo que ele aprendeu.

Do ponto de vista teórico, o curso trata de definições importantes sobre o que é feedback e para que serve esse tipo de interação – esse foi, aliás, o tema do post anterior do Blog do Veduca.

Nos primeiros vídeos do curso, profissionais de Recursos Humanos e de outros setores profissionais discutem por que tantas pessoas se sentem desconfortáveis ao dar e receber feedback, como essa ferramenta pode ser definida e de que maneira essa modalidade de conversa contribui para o amadurecimento individual e da equipe.

Já nos vídeos seguintes, entram em cena as discussões ligadas à prática do feedback. É nesse ponto que o curso aborda metodologias que podem facilitar a vida de quem quer se engajar nessa forma de diálogo, sempre a partir de situações concretas.

Vamos ver a seguir um resumo do que as aulas em vídeo ensinam sobre como dar feedback. Antes, porém, veja abaixo algumas informações importantes sobre o curso.

Profissionais experientes colaboram com a reflexão

O apresentador do curso é o próprio fundador e CEO do Veduca, Marcelo Mejlachowicz. Formado em Engenharia Mecânica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ele compartilha, nos vídeos, experiências importantes vividas em seus mais de 20 anos de carreira, dos quais 15 ele passou na P&G, uma das maiores companhias de bens de consumo do mundo.

Na empresa, Mejlachowicz atuava na gestão de projetos no Brasil, na Venezuela e no Panamá. O “tour” latino-americano forneceu a ele uma bagagem completa de ferramentas de gestão – inclusive a prática de como dar feedback.

Esse período intenso permitiu a Mejlachowicz ir um passo adiante na carreira, ao se tornar um dos fundadores do Veduca, empresa de impacto social da qual ele é CEO.

Ao longo do curso, Mejlachowicz conta sua própria forma de lidar com o feedback e, com isso, ajuda o aluno a refletir sobre os desafios do uso desse tipo de ferramenta. Porém, ele não constrói o curso sozinho. Outros especialistas unem-se a ele, durante as aulas, o que ajuda a aprofundar a discussão a respeito das interações no ambiente corporativo.

Por meio da pluralidade de vozes e de técnicas apresentadas, as aulas nos levam a compreender por que não existe um único caminho correto, quando pensamos em como dar feedback, mas um conjunto de possibilidades complementares.

O curso é composto por uma hora de vídeos. Quem se inscreve tem acesso a esse material, aos testes para avaliar o aprendizado e, ainda, ao certificado, caso passe no teste final.

A expectativa dos responsáveis pelo curso é que ao fim desse percurso, o aluno possa levar para o seu dia a dia recursos que o ajudem a construir melhores relações profissionais e pessoais.

Como dar feedback

Praça de alimentação do Shopping Cidade São Paulo: feedback pode ser uma ferramenta poderosa de desenvolvimento profissional não apenas para quem atua em escritórios, mas também no comércio, nos serviços e em outros locais de trabalho .

Conversemos, afinal, sobre algumas das lições do curso do Veduca a respeito de como dar feedback. Essas sugestões são oferecidas por Marcelo Mejlachowicz com base nas vivências reais de suas carreira.

No vídeo sobre esse assunto, ele dá vários exemplos interessantes de como cada ponto apareceu em sua jornada profissional e de como ele lidou com isso.

Neste post, vamos pular os depoimentos de Mejlachowicz sobre suas experiências particulares com o feedback, para não dar o spoiler completo (spoiler parcial pode, né?).

Porém, se você tiver curiosidade de saber mais sobre as vivências do Marcelo nessa área, é só se inscrever no curso e assistir à fala dele.

O que sim, vamos mostrar, são as conclusões gerais a que Mejlachowicz chegou, ao longo da carreira, sobre como dar feedback em grande estilo. Veja a seguir.

1)   Estar bem preparado

Reúna exemplos claros do que você quer apontar como positivo ou negativo. Reveja os projetos em que você e a pessoa que receberá o feedback trabalharam juntos. Tente refletir um pouco sobre a melhor maneira de enunciar os pontos mais delicados.   

Em resumo, não chegue à conversa sem saber exatamente o que vai dizer, para não permitir que o diálogo desande. Esse é o ponto mais básico dos aprendizados sobre como dar feedback.

Essa preparação vale inclusive para feedbacks informais. Durante uma reunião, vale anotar o que você quer dizer, quando o encontro terminar, para alguém que precisa receber um feedback imediato.

2)   Levar em conta suas emoções

Não é só a pessoa que recebe feedback que pode ficar com os nervos à flor da pele. Quem dá o feedback também costuma sentir medo de magoar o outro, ansiedade quanto a uma possível reação hostil do interlocutor ou preocupação em não saber expressar da melhor maneira aquilo que precisa dizer.

Por isso, antes de chamar alguém para uma conversa, identifique as emoções que aquele diálogo pode despertar em você. Seu interlocutor é alguém que costuma responder com rispidez? Como você vai se sentir, se ele agir dessa maneira? E o que você pode fazer para evitar que a conversa vire briga?

Em contraste, se a pessoa com quem você vai falar é tímida ou apática, por exemplo, você vai se sentir nervoso com a falta de reação dela ao que você está dizendo? Como você pretende se controlar, para manter o diálogo em um tom profissional e não desviar para um interrogatório ou um “massacre emocional”?

Outra situação comum: aquele funcionário que receberá o feedback está passando por um momento difícil na vida pessoal? Se ele começar a contar de alguém da família dele que está doente, você acha que pode se emocionar? E como isso vai impactar o diálogo de vocês?

Deixar as emoções fluírem não é necessariamente um problema. Pelo contrário, um chefe ou um colega robô não é o que a maioria das pessoas quer.

Porém, é preciso evitar que a irritação ou o desconforto que aquela conversa provocará levem você a tomar atitudes que depois virem arrependimento.

Em resumo, tenha em mente o que você quer com a conversa, como você provavelmente vai reagir ao diálogo e como você fará para manter uma postura cordial, mas ainda assim fazer o que é necessário, se as emoções ficarem fortes. Isso é saber como dar feedback.

3)   Manter a calma e observar como o outro se sente

Essa percepção do interlocutor é fundamental. É importante chegar à conversa com uma ideia clara do que você quer e uma expectativa de como você vai agir. Porém, as coisas podem não sair como você esperava.

Nesses casos, é fundamental entender o que o outro está expressando. Fique atento não só às palavras, mas à linguagem corporal e ao tom de voz. Use essas informações para modular sua conversa.

Em qualquer situação, tente manter a calma. Por exemplo, se a outra pessoa elevar a voz, siga falando baixo. Caso ela use palavras um pouco agressivas, mantenha a linha.

Entrar em uma escalada só para mostrar quem manda é um perigo. As coisas podem facilmente desandar para o desrespeito, que é o pior que pode acontecer em um diálogo que deveria servir para proporcionar crescimento.

4)   Estar ali por inteiro

Outro ponto fundamental na hora de pensar em como dar feedback é compreender que esse é um momento para demonstrar cuidado com o outro.

Essa forma de conversa serve para que ambos os participantes aprendam, troquem e se entendam melhor.

Isso dificilmente acontecerá se você estiver distraído. Imagine que alguém mencione um aspecto em que você precisa melhorar e, na hora em que você vai explicar por que tem dificuldades naquele ponto, a pessoa comece a olhar para o celular. Sua sensação será de desconexão, injustiça ou até raiva, certo?

Não seja a pessoa que provoca esse tipo de sentimentos. Preste atenção de verdade no outro. Fique atento à sua linguagem corporal e às suas reações. Evite distrações, como o celular.

Este post do Blog do Veduca sobre linguagem corporal pode ajudar você a entender melhor alguns sinais físicos de tensão ou distração.

Quando você demonstra estar naquele local e naquela hora por completo, a outra pessoa se sente respeitada, e o diálogo tem tudo para fluir melhor.

5)   Saber ouvir

Um ponto básico de como dar feedback apropriadamente é escutar de verdade o que o outro está dizendo. Isso inclui evitar projetar sobre a outra pessoa suas próprias opiniões.Tente não atropelar a fala do seu interlocutor, deixe que ele se expresse e ouça, antes de querer completar a fala alheia ou fazer julgamentos imediatos.

O Marcelo Mejlachowicz não diz isso, mas para nós do Blog do Veduca, esse ponto nos remeteu a uma lição que aprendemos com a Fabiana Maia, especialista em Comunicação Não-Violenta.

Neste post do blog, ela comenta um pouco sobre a ideia da escuta empática, uma prática que envolve esses princípios e mais alguns outros. Dê uma olhadinha lá, se quiser, pois pode ser útil para esse tipo de conversa!

6)   Estar aberto a mudanças

Conversa é algo bidirecional, certo? Duas pessoas trocam mensagens e definem o rumo daquela interação. Levar isso em conta é um elemento importante no aprendizado de como dar feedback.

Por exemplo, se você chegou com uma ideia pronta sobre o que a outra pessoa precisa melhorar, mas na conversa ela deu uma informação que demonstrou que o problema pode estar em outra área da empresa, é importante que você rearranje seu raciocínio e que vocês  busquem soluções a partir daquele novo cenário.

Isso também vale para situações em que o interlocutor precisa de apoio. Por exemplo, se você chega à conversa querendo cobrar mais empenho da outra pessoa, mas ela revela que está com um problema grave na vida pessoal, pode ser a hora de mostrar empatia, e não cobrança.

Será que vocês podem ajustar alguns processos, para ajudar essa pessoa a lidar com o problema pessoal dela? Isso será mais humano e pode se mostrar, inclusive, mais produtivo do que manter a ideia inicial que estava em sua cabeça.

7)   Chegar a um plano de ação

É sempre bom concluir a conversa com uma ideia de quais serão os próximos passos que tanto você quanto a outra pessoa darão.

Vocês chegaram à conclusão de que o problema é o horário de trabalho da outra pessoa? Que tal ajustar esse horário aos poucos, se possível?

Seu interlocutor demonstrou que precisa desenvolver alguma habilidade para dar conta dos desafios que se apresentam? Por que não propor um pequeno projeto que a ajude a fortalecer aquelas competências, sob a sua supervisão?

Interessante, né? Por fim, como explica o Marcelo Mejlachowicz, saber como dar feedback também é uma questão de prática. Quanto mais você faz, melhor você tende a ser. Vamos seguir praticando?

Saiba mais sobre como dar feedback

  • O vídeo curtinho da Exame.com que está abaixo pode contribuir para você pensar um pouco mais sobre como dar feedback de maneira apropriada.

  • Já esse outro video, também da Exame.com e também bastante rápido, aponta o que não fazer ao dar um feedback.

  • Continue acompanhando o Blog do Veduca! Depois de ler sobre como dar feedback, nos próximos dois posts você verá a diferença entre feedback e avaliação de desempenho e saberá que metodologias estão à sua disposição no momento de ter esse tipo de conversa.

Créditos das fotos

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